sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Um poema sobre nada

É por um número que morro em cada minuto
POR UM NÚMERO, NÃO!
POR OITO!
É por oito números que morro em cada minuto
Em cada minuto que é número
Em cada número que é número
Eu sou um número -
Clarice diz que não -,
E eu não sei mais nada
E nada é número, também
Que é zero
E tudo se complica numa quinta à noite
Assim
Tão simples
Tudo se complica com muita facilidade.

Os paradoxos me perseguem
O paradoxo, os paradoxos
Paradoxo nenhum
Sou uma doida que escreve o que vem à cabeça
Sou uma doida com cem cabeças, com C
Ou sem cabeça nenhuma

Entender é tão desnecessário
E burro
Complicar-se dá roteiro
E história bonita, e linhas,
E tudo que não se pode entender é mais humano
Não me importo de terminar assim
Sem fim, sem respostas
Eu me preocupo é comigo
E em dormir, sempre, depois que os ponteiros se juntam
No zero
No nada
No nada que é número
Num nada que é meu
Só meu
E não divido com ninguém

O nada só se compartilha com ninguém
E assim é: a vida:
Estranha

Dois pontos são dois
Mas sempre dizem mais que duas coisas

A vida é estranha e sem
Lógica
Não há matemática que dê conta.

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