domingo, 3 de junho de 2012

Preces ao céu junto a bússola deitada


Eu busco afeto
Em meio aos dedos teus
E viro feto
Nascido da tua barriga
De deus

(Que joga como luz
Branca e virgem
A cruz que hei de carregar
E joga junto
O ombro certo pra chorar)

Eu choramingo
Quase analfabeto
Leio tua cara
Mas o siso é veto
E vento em meu caminho
A tudo leva
A tudo desampara

Volto ao teu lado
Ao trajeto deitado
Do qual desviei:
Teu pelo ereto
Aponta para cima

Subo a cabeça e vejo
Que sobre mim mora
Que sobre mim sabe
O céu que me estima
Que é mais que teto
É amuleto

A ele eu peço
Que não desabe
Que eu veja teus olhos
Direto
Que eu não esqueça
Teu endereço
Que eu durma em tu
Reto ou travesso

Que eu tudo alcance
Uma coisa exceto:
Ser mais esperto
Que o que se sente
Aí, então,
Fico repleto
De zelo

Um dia consigo
Prometo.