terça-feira, 20 de setembro de 2011

Mais Truffaut, por favor.

Hoje terminei de assistir todos os filmes com o personagem Antoine Doinel, interpretado pelo Jean-Pierre Léaud, dirigidos pelo François Truffaut. Começando em Os Incompreendidos, passando para o rápido Amor aos Vinte Anos, Beijos Roubados, Domicílio Conjugal e terminando em O Amor Em Fuga, Doinel se torna alguém verossímil, talvez por ser um alter ego do Truffaut. Desligo a tv e me pergunto o que o Antoine está fazendo agora, como se nem houvesse envelhecido. O que até não deve ter acontecido, já que sempre foi a mesma criança fujona, com o nariz melado de farinha pelo pai e as reclamações da mãe. Cada cena é meticulosamente bonita, do óbvio aos detalhes. De "Christine Darbon Christine Darbon Christine Darbon" repetido em frente ao espelho, à mania de gesticular com o cigarro na mão direita. Algumas coisas só entendi no quinto e último filme, no qual muitas cenas, dos anteriores, são relembradas. Eu não sei, de modo culto e profundamente estudado, falar porque passo a achar que o Truffaut é um dos melhores diretores. Até o momento, vi apenas esses trabalhos seus, mas não preciso de outros para afirmar que é genial. Não apenas pela inteligência, mas principalmente pela forma com que nos faz acreditar no que assistimos. Por fazer com que rapidamente nos apaixonemos pelo Antoine Doinel, até quando é desprovido de maturidade. Tenho identificação com ele - talvez qualquer um tenha -, apesar de limpar meu nariz em lenços, quando estou gripada. Na verdade, não preciso mesmo de mais Truffaut: quero mais Truffaut. Enfim, todos os filmes misturam a vida real com a imaginária do diretor - como a vida de todas as pessoas. Retiro cinco filmes da lista-dos-que-irei-ver, pois acabo de assisti-los. E coloco muitos outros: lá vamos nós!

Ps.: os filmes podem ser encontrados para baixar em O Sétimo Projetor ou A Terça Parte do Cinema. Lá também há muitos outros filmes bons. Após baixar, acho bem legal comprar. E isso eu já estou organizando.

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