quarta-feira, 7 de setembro de 2011

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Eu queria passar um dia inteiro sem pronunciar uma palavra sequer. Quem disse que eu conseguiria? Não sei. Mas querer, queria. Acho que eu ficaria doida. Às vezes, falo demais. Às vezes, não. Nem dormindo, eu durmo. Até de olhos fechados, sou acordada. Outro dia eu pensei que felicidade não existe. Que eu chegue em certa idade e, de repente, me encontre feliz. E que seja assim todos os dias, mesmo com as coisas tristes que acontecem vezenquando. Eu tenho epifanias muito boas, como no sábado. Eu comia batatas-fritas, às cinco da manhã, com meus amigos. O que parece muito bobo, mas comer batatas sozinha não tem a mesma graça. Não me refiro ao gosto delas, mas à companhia mesmo. Às vezes fico muito feliz, epifânica, etc. E tenho motivos pra isso. Outras vezes, não. Quando fico triste, fico de verdade. E não penso em coisas boas. Nem acho isso errado. Sou eu viva. Então que sinta. Eu não tenho cicatriz. Nunca caí. Mas dói. Dói sei lá o quê. As palavras não tem surgido pra mim, assim, como numa vontade louca. E agora estou com sono. E é isso. Que ninguém espere que meus textos sejam bonitos, porque, muitas vezes, eles não são. Como agora.

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