segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Dora.

Mas havia coisas em Dora que ninguém sabia. Dora era branca, alta, olhos bem negros-cor-das-trevas, olhos bem grandes. Mas Dora era um anjo, um anjinho de menina. Ninguém via, ninguém sabia, ninguém desconfiava. Dora era exposta, todo dia na janela, todo dia ela sorria. Dora era tudo. Era tudo. Coitados, pensava Dora, coitados. Essa é uma revelação, Dora é uma revelação. Virou Pandora. Dora te adora, meu bem. Dora te ama e te ferra. Pandora matava e morria. E sorria, porque de boa ela não tinha nada.

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