terça-feira, 5 de julho de 2011

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Eu pensei, agora, que gostaria de ter algo bem suave - como estou me sentindo - para escrever. Meus textos, ultimamente, são repletos de cenas tristinhas e alguns palavrões. Não que eu seja triste: eu não sou. Eu fico triste por momentos, porque meu humor jura que vive em uma montanha russa. Hoje está tudo muito meigo, me sinto num quarto de bebê. Não vou escrever como uma descontrolada em um manicômio. Não que eu seja controlada: eu não sou. Mas hoje não é dia disso. Hoje é uma parede branca e limpa. Não que alguém tenha limpado. Foi pintada de branco, e não importa o que estava riscado. Sabe que, até hoje, eu tenho uma lembrança, que eu não sei se aconteceu, ou se eu imaginei. Sou eu-pequena riscando a parede, enquanto minha mãe limpa. Eu juro que não sei se aconteceu. Eu acho que não, sei lá. Eu li um texto de alguém para alguém, que pedia "fique, fique". Eu achei bonito e tive vontade de escrever também. Eu não sei fazer diário. Não sei, mesmo. Hoje eu acordei, fiquei deitada por horas, abri a porta pra minha mãe. Deitei de novo, dormi, comi pipoca. Eu já achei muito estranho passar um dia inteiro em casa. Dias, então... Mas há certo tempo eu não tenho vontade de muitas coisas. E está bom assim. Sem papo de gente triste. Só tem sido bom ficar em casa. Outro dia, eu escrevi umas frases - Acordou e chorou. Meu deus, chorou bem muito, só porque o pesadelo não era verdade -, e eu li agora, e achei dramático demais. Não há mais o que falar. Termino, então.

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