domingo, 5 de junho de 2011

Quero.

Eu tenho me prometido, meu bem, eu tenho me prometido nada. Mas ando azul, fugindo de trovadorismo. Será? Não sei. Há algo errado por aí. Hoje é domingo, eu nem gosto de domingos, mas eu gostei de hoje. Passei o dia lendo, criei alguns interesses em coisas que já foram tão chatas para mim. Mas, de ler, eu sempre gostei. Quero simplicidade. Quero lacinhos - no diminuitivo - rosas, em cima de uma cama, lençol branco, tudo claro. Quero amarrar cortinas, pôr a cabeça na janela e sentir. Quero sorrisos, quero rir até a barriga doer. Quero simplicidade. Quero mel, quero potes com mel, quero cerejas, - mesmo não gostando de cerejas - quero nuvem, carta, quero verdade, saber, entender, trocar, falar, sapatos-cor-pastel, ruas à tarde, andar devagar por vontade, quero branco pérola, quero me sentir, quero chorar por uma coisa só. Quero intensidade, sinceridade, cumplicidade, - essa palavra é o símbolo do clichê, mas não lembro de um sinônimo, no momento - quero "ade", quero cabelo-ao-vento-mas-no-lugar, quero lápis apontado, quero madeira, quero perfume. Quero todas as coisas que eu quero. Quero que venha o teu querer. Quero, no presente. Quero, apenas.

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