sábado, 28 de maio de 2011

Só de alegria.

Hoje, eu chorei de alegria. É a primeira vez que isso acontece. Não, não que eu nunca tenha chorado de alegria. Já chorei, sim. Mas hoje eu chorei só de alegria, mais nada. A gente sabe que alegria é um conjunto, agora. Há coisas que são tão lindas, tão lindas, que se empurram em você, como se possuíssem uma faca, e você se transforma. Você precisa jogar sua alegria pelos olhos, e eles brilham tanto, tanto. Eu me pergunto se você ainda tem as primaveras que eu tenho. E eu sei que você tem, porque quem tem quatro, tem três. Eu não sei porque usei esses números. Não foi epifania, eu senti algo novo, hoje. Eu pensei em ouvir uma música, agora. Mas quero sentir só essa alegria. Eu tenho asas, amor. Eu estou usando as minhas asas, que já foram tão escondidas. Tem coisas que não precisam ser ditas. Não por praticidade, nem por orgulho, mas porque são minhas. São só minhas, é meu egoísmo. São essas coisas pequenas que me convencem. Pequenas, digo, não em dimensão. São pequenas, porque as imagino pequenas, que caibam em mim, que, por dentro, sou pequena também. Eu me extrapolo, às vezes. E junto essas coisas pequenas, que ficam tão grandes, e eu me sinto. Eu sinto onde estou, como se tudo que está ao meu redor possuísse vida. Sou eu dando vida a tudo, e é tudo me dando vida. Não deveria ser "o tudo", nem "a tudo", é tudo, não exige artigo. Eu sinto que quereria estar exatamente onde estou, e ser exatamente quem eu sou. Sou eu querendo me ser. Estou feliz, amor.

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