segunda-feira, 16 de maio de 2011

Light.

Porque, pensava eu, estava tão certa. Mas nunca estive tão errada. Até penso que não seja isso de "certo e errado", mas que seja bom senso, mesmo. Vai saber. Eu é que não sei. Tenho olhado pra o espelho, muitas vezes, e tenho me reconhecido. Acho que isso é bom. É pesado dar de cara com você. Essa sou eu, agora. Vou mudar o ângulo. Tem espelho que engorda, tem espelho que emagrece. Minha alma também não tem o mesmo tamanho. Ou tem? Ah, é, tenho alma. Ultimamente, eu não sei quem ocupava meu espelho. Dizem que espelho tem alta reflexão de luz. Acho que é luz demais. Tanta, que nem me vejo sempre. Tem luz que me deixa light. Eu, sem açúcar. Às vezes, sou tão ácida, baby. Ah, brega. Vai ver era outra de mim. Vai saber. Não dizem que a gente sonha e se joga no que é mais verdadeiro de si mesmo? Será que eu me joguei? Sou eu me jogando em mim. Por isso, dói. Eu ouvi o barulho da queda, mas me amorteci. Eu estava caindo, eu estava vendo, eu estava ouvindo, eu estava embaixo. Eu em todas as partes. Apaguei. É, apaguei, mas isso não muda o fato: escrevi. E tenho apagado, para não ver mais. Mas escrevi tão forte, que a marca ficou. Acho que vou jogar a folha fora. Eu já joguei tanta coisa fora, mesmo. Fora de mim. Tenho sentido vontade de escrever, e queria fazer isso de outra forma, mas ando tão sem criatividade, baby. Tenho me contentado com as poucas palavras que saem. Instinto, agonia louca de escrever, naquela hora, ali, agora, ah, não tenho sentido. Mas vou sentir. Quando sentir, prometo que volto. Volto, agoniada, louca. Volto mais eu, de novo. E trago meu espelho, só pra me lembrar.

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