quarta-feira, 11 de maio de 2011

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Eu vou manter o meu mistério, só um pouquinho. Só um pouquinho pra não entediar. Ah, às vezes, eu fico tão irritada. Mas, repito, só um pouquinho. Não estou raciocinando, não. Estou voando com unicórnios pretos, com olhares de gatos amarelos. Eu olho pra eles, e eles não olham pra mim. Não me importa. Que cheiro estranho, é o cheiro da volta. Você é louca, meu espelho me diz. Você é mais louca por achar que seu espelho fala. Eu não tenho maçã, nem veneno, nem anões. Dane-se. Não estou interessada em nada, me leve daqui pra qualquer lugar, só agora, e me traga de volta em um segundo. É o tempo em que sorrio dormindo. Vou me arrepender, mas nem ligo. Vou gritar, mas nem ligo. Vou tirar o telefone, vou apagar, vou quebrar, vou jogar tudo no chão e dizer que deveria ter pensado mais. Mas nem ligo. Não vou reler, só vou editar. Vou deixar as páginas passarem pelo vento, nem vou tocar. Às vezes, a gente sabe que vai dar porcaria. Mas nem ligamos. A gente, de novo, eu, e eu, e eu. São tantas de mim. Gosto do maiúsculo, coisas sem gosto não me atraem. Mas nem ligo.

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