quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Belisque.

Sabe, queria muito amor. Amor, amor amor, repetido três vezes, sem parar: amoramoramor. Parece que nunca vivo, não vivo: observo. E vou passando por mim, e passando, e olhando, e sorrindo, e tudo vai correndo ao meu redor. E você vai ficando aí, todo parado, sem jeito, me olhando assim. Ah, se eu soubesse ser quem sou, seria muito mais fácil! Eu com você, você comigo, e lá iríamos nós pra qualquer lugar distante, que houvesse passarinhos. Pare, pare! Não me diga o que fazer. Faço o que quero, como gosto. Quero tocar, abraçar, sentir, cheirar, beijar você, seja lá quem você for. Ah, me diga assim, o que é que você quer, que eu dou. Eu me dou toda em seus abraços colados, apertados, tocando sua mão na minha, aquela que pegou na caneta e tanto escreveu chorando flores naquele maldito verão ensolarado. Não sei o que digo, estou louca. Louca demais pra ter nexo. Ando feliz, sabe... Mas meio torta. Não sei bem dizer, mas ando alienada, fugindo de mim. Mas feliz. E se assim estou, que se dane o resto. Esteja comigo, meu amor, me abrace, não me abandone, diga que me ama, me olhe nos olhos, sorria, chore, passe a mão em meu rosto, vá! Eu só preciso um pouco da vida real: esses meus sonhos acabam comigo.

Um comentário:

  1. É incrível ver que quando eu penso que um texto teu é muito bom, sempre aparece um melhor ainda. Esse é o meu novo preferido rs

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