quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Começo me...

...apresentando. Sou a dona do blog (dã): Emanuele Alves. Tentarei inútil e brevemente me resumir: sou inconstante. Não espere postagens periódicas. Odeio rotinas. Não espere, nem se desespere, como disse Caio Fernando Abreu. Postarei quando houver vontade. Escreverei de crises a humor. Não sei quem me lê ou quem sou. Poderás saber como sou, atribuir-me características ou sentimentos, mas realmente não saberás quem sou, a não ser que tu saibas quem és. Sou alguém tão normal e complicada quanto quem me lê. Estranho-me com frequência: quem é esse "eu" que grita e pulsa dentro de mim? O que eu era antes de ser? "Você de repente não estranha de ser você?" E o que serei depois? Preciso ser? Gosto de ser, apesar de algumas dores. Tenho um corpo, um jeito e um nome. "Me deram um nome e me alienaram de mim". Tenho uma personalidade, algumas memórias que não correspondem à realidade e realidades que não correspondem às fantasias. Um dia nasci e renasço o tempo todo. Será que nasci em branco? Ou já vim completa pra me desvendar? Mudei tanto, em pouco tempo. Talvez ainda precise mudar muito para entender que continuo a mesma. A palavra que mais gosto é: liberdade. Gosto de ser livre para tirar ou botar grades ao meu redor. Quero jogar-me em palavras, total, mas não consigo. Escrevo desordenada, portanto, verdadeiramente. Amo escrever, mas não faço com muita frequência. Falta um pouco de "eu" em mim. Sou gelo que não consegue escorrer. Não derreto pequenos cubos, junto tudo em cubo enorme, pra derreter aos poucos, esporadicamente. Não quero correr o risco de deixar de ter gelo na geladeira. Aliteração, odeio, mas faço. Ah, fugindo de qualquer assunto que toquei até agora, quando pequena assistia "Família Dinossauro". Na época, apenas divertido. Com o tempo pude perceber que ia além disso: é inteligente. Passa lições importantes com um humor negro inigualável. Como exemplo, há um episódio em que Baby e os irmãos caem no buraco, na casa de um monstro. Na série, a televisão acompanha esse acontecimento, como na vida real. Fran, a mãe da família, pergunta a Dino, o pai, como ele se sente, e ele responde: "- Ainda não sei como me sinto, estou esperando que a tv me diga." Ontem assisti ao final, nunca havia visto. Pode parecer muito bobo, mas é extremamente triste, e representa o que todos nós passaremos como resultado de nossa inconsequente exploração da natureza. Hospedei a última parte no 4shared, quem quiser baixar, clica aqui. Muitas pessoas já abriram os olhos, mas não o coração. Acho que me joguei o bastante por hoje. Enfim, quando o desejo bater, voltarei. Beijos.

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