domingo, 31 de julho de 2011

É bonito.

Um dia, um belo dia, a gente descobre que não é mais a mesma pessoa. A gente criou forças e criou amor e coragem pra seguir em frente, sem olhar pra trás, como nos desenhos dos anos 90. Mãe Natureza gritava, "anda, corre e não olha pra trás!". Agora, a gente sabe andar, sem correr. Andar pra frente. E, olha, acredita: quando te disserem que a vida pode ser bonita, é verdade. O que a gente sente, não. O que a gente sente fica. O que muda é quem sente. O que muda é a nossa forma de agir em relação a isso. "Vai ou fica?" não é mais a pergunta. A pergunta agora é "quem vai? E quem fica?" Porque a gente sempre se doa, sempre se deixa e sempre ganha. Eu deixei uma lá atrás. Eu a olho e não a quero de volta. Não por mágoa, não por medo, não por nada. Mas aquele modelo não cabe mais em mim. É como vestir sua roupa de oito anos, aos vinte. Mas eu não tenho vinte. Eu tenho dezesseis anos. Essa sou eu com dezesseis. Talvez essa fique para trás, também, pra dar lugar a alguém melhor. Nasceu um tal de novo amor em mim: amor próprio. Eu já não me importo mais se isso está auto-ajuda, clichê, o que for. É o que eu sinto. Às vezes, a gente ama uma pessoa em um dia. Mas demora anos pra amar a si mesmo. Amar você, com seus defeitos, suas qualidades, seus medos, tudo o que está aí dentro. Aí, um dia, um belo dia, descobre: viver é bonito, mesmo quando a gente não percebe.

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