segunda-feira, 21 de julho de 2014

Não só inocentes não sabem de nada

eu disse:
eu vou, me espera,
e ele esperou.
quando cheguei, não me achou:
eu era outra.
"quem és tu?" me disse.
não sei, falei
"e como queres que eu saiba quem tu és,
se nem tu sabes?"
quem disse que quero? respondi.
"eu"
'eu' quem? perguntei.
e ele não sabia.

paramos de falar e
aceitamos os mistérios.

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