domingo, 21 de abril de 2013

Suplícios da atormentada

Deus:
Até que ando tendo paz mental
Mas continuo não sendo normal
Rezei as nove ave-marias prometidas
E não me curei
Não quero preocupar o rei
Mas
Veja só
Na bula avisava que o pó
Deveria ser misturado a amor
Mas que amor, meu deus????
Não me mandaram instrução
Que amor, meu deus?????
Roubaram o meu na contramão
Da farmácia em que pedi
Ave maria
Pai nosso
Remédio pros ossos
E poesia
Tudo me roubaram
Menos essa última
(ou até mesmo ela, vai saber?)
Esse é o mal dos roubos abstratos
Tiram-nos o que nem sabemos ter
Então, meu deus,
Será que rola um Rivotril
Basiquinho, desses simples
Pra essa cristã parar de te atormentar?
Aqui na rua não tem farmácia
E a igreja é mais perto que a clínica
De psicologia.

Atenciosamente

Maria

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