terça-feira, 19 de junho de 2012

Maestria


Uma felicidade enorme eu sinto aqui dentro: acolhida pela raiz, umbilicalmente querida, independente de. Mesmo com os muros, com as diversas estações, o ano é um só, e é nele que se vive: colada, profundamente vinculada, dividindo o mesmo (pé)rene amor, o caminho idem, ouço da boca tua que serei, independente de. Ouço tuas graças, teus humores, teus receios, rio junto e perco o anseio... sou tua, independente de. Teu discurso me segura, mesmo que inseguro, que eu despenque às falésias, é em tu que eu me acho, que faço minha trilha, sem migalhas como guia, independente de. Tu, que te reconheces, és orgulhosamente face de mim, lado meu, e foi em tu que eu senti o paladar, na vez primeira; foi em tu que eu nadei, na inocência, desde antes de a ti mostrar a vista; foi pra tu que abri meus olhos, foi tu a primeira. Será tu, sempre, sempre, sempre... independente de, nosso laço é de aço e, sem embaraço, em teu braço renasço: te abraço. E não mais te solto.