terça-feira, 3 de abril de 2012

Que sou estranha é um fato

Tenho estado quieta
consciente de mim
com poucas palavras
me sentido
com poucas palavras
me bastado
e sem palavra alguma
me abstraído

sou jovem demais pra
não ser afeita a badalo
até pra usar "badalo"
e tantas outras coisas mais
porém sou velha
pros que nascem agora:
os tais presos sobre os quais escrevi
outrora

sou da época do Bergman
da Monroe gigante e bem viva
do Woody fazendo Bananas
mas pralguns eu cheiro à fralda
nem vivo sem computador

sou mistura de pele nova
hábito de velha
e alma sem idade definida
eu sou o mundo
misturado numa
xícara de café:
dia vai, dia vem
ponho e tiro açúcar

olha pra isso:
até pareço gente!

Nenhum comentário:

Postar um comentário