sábado, 7 de abril de 2012

A cruz da vida

Eu vivo agarrando
a tua pupila fria
como se meus olhos
fossem lentes de binóculo
tentando olhar de perto
as coisas que tu buscas
desesperadamente
embaular
porém só saberás
que sou eu quem te espia
quando meteres no
mágico olho
o teu próprio
e esbarrares no meu
aberto
escancarado
por nem mesmo ser tarde
e haver ainda tempo
para seguir a via:
aquela lá bem crúcis
que nem a flor de Lis
pudera imaginar
porque há sempre amor
modelado em argila
que só no abraço arde
e só no abraço torna
a vida bem mais fácil
por pesada que seja
a cruz de carregar.

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