segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um resumo do que ficou.

Hoje eu me peguei pensando "como eu tenho sorte", com toda a ironia contida em uma só frase. Mas agora, lembrando de tudo que aconteceu neste ano, eu fiquei feliz. Sabe assim, quando você simplesmente fica feliz? Sim, existiram lá as fases chatas. Quando eu me senti ansiosa e minhas mãos viraram água, quando eu acordava cedinho com a cabeça agoniada, quando eu tive raiva e joguei travesseiros na parede... Mas houve um tanto muito bom. Eu aprendi o que é prosélito, eurítmico e anacrústico. Eu vi um mapa de Londres e soube que é possível se perder lá, soube da foto da Amy num bar, que a Grécia é branca e azul, que uma turca e um brasileiro podem conversar em francês, que Nouvelle Vague é ótima, que os Louboutins tem o solado vermelho, que Haldol é um remédio, que um antidepressivo não funciona quando tomado errado, que se pode ser louco e doente por alguém, que uma criança pode dançar com um adulto e isso ser lindo, que às vezes as pessoas mentem porque a verdade dói, não por ruindade ou malícia. Eu aprendi muita, muita coisa, mesmo. E eu não me arrependo de nadinha. Ficou em mim toda a curiosidade pelos livros, a tolerância, a paciência. Eu descobri que o amor vale a pena, mesmo que não dure para sempre. Eu fui ao meu máximo, já não tinha mais como me doar, nem como receber. Por isso, chegou o ponto final. Eu não sabia, nem mesmo imaginava, que, naquela noite, eu iria dormir e acordar meses depois, de outro jeito e cheia de novidades. Tive um sonho no cinema e me meti no filme. Desses em que a gente torce pra que o mocinho e a mocinha fiquem juntos, chora quando se separam, que a gente acredita mesmo, esquece que está numa sala, esquece do cheiro da pipoca. De repente, sem nem notar, a gente está lá dentro da história. Até que finda. O final foi do tipo "terminou? Mas ainda há muito para ser esclarescido", e não se entende de primeira. E morre de saudade do filme, mas sabe que só pode ver uma vez. Aí você acorda. Aprendi que a vida, em vários aspectos, pode ser assustadora e te deixar em júbilo. Que a vida é complicada, sim. Mas, entre tantos nós, é maravilhosa.

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